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domingo, 19 de outubro de 2014

NO FÁBULAS CAFÉ







Ia dizer que neste artigo não é para escrever muito, porque as imagens falam alto. Mas não. As imagens falam baixinho, calmamente, mas com uma grande clareza sobre o ambiente absolutamente maravilhoso que se pode achar no Fábulas.

Fui com a minha amiga Joana. Fizemos o passeio vintage pelas fotografias com ícones da história do cinema, como as do cantinho dedicado a Louise Brooks, a super boneca dos anos mágicos, que disse: “Uma mulher bem vestida, mesmo que tenha a carteira dolorosamente vazia, pode conquistar o mundo” – o que não é uma frase tão optimista como os ingénuos podem pensar.

O lanche foi simples: dois chás, hortelã-pimenta e erva príncipe, uma tosta de frango e um crepe com uma bola de gelado de baunilha em cama de bolacha doce migada.








 

O Fábulas Café tem entrada pela Calçada de S. Francisco e pelas Galerias Pateo Garrett, esse canto escondido do burburinho da Baixa.




Ana
vestido Nanning
mala Maria Maleta
sapatos H&M (colecção antiga)
óculos Ray Ban

Joana
vestido vintage anos 60
sapatos Dysfuntional (colecção antiga)

Fábulas
Calçada Nova de S. Francisco, 14 Chiado - Lisboa
11h - 24h

sábado, 18 de outubro de 2014

JOANA BARRIOS: ÓCULOS PARA VER MAIS LONGE







Para começar, a Joana Barrios viveu três anos em Barcelona, que é uma coisa que todas as portuguesas deviam ser obrigadas a fazer, pelo menos uns seis meses, numa espécie de curso intensivo de arejamento e desbaratização – chamemos-lhe assim.

A Joana Barrios apresenta-se como uma entusiasta da moda e tem trabalhado como artista associada do Teatro Praga, um grupo que gosta de “trashar” as convenções do bom comportamento português.

Bem a propósito, a Joana tem um blogue que parece uma revista cheia de cor e vale bem a pena, chamado Trashédia, bastante pop na atenção a objectos e atitudes, e também com uma lente bem apontada aos assuntos do feminino. Mas vejam por vocês: Trashédia.

Mas o assunto aqui são os óculos que a Joana concebeu em colaboração com a Paulino Spectacles de Ramiro Paulino e da sua lançadíssima Óptica do Sacramento.

A Joana Barrios desenvolveu uma edição limitada de luxo, totalmente feita à mão em Portugal com acetatos dum carácter todo vintage e disponível em três cores diferentes. A série chama-se "Tirésias", e o modelo desenhado pela Joana (bem à vista no topo, em óculos de sol) resulta do seu desejo de finalmente ter no mercado “uns óculos suficientemente grandes”!

São óculos, são máscaras, são lentes de aumento da realidade?





Em grande, literalmente, Paulino Spectacles & Joana Barrios. Mexam-se vocês e vão ao Chiado ver. Não deixem que as bifas limpem a colecção completa!


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

POSTALINHO LINDO #5







Vestido Zara (Colecção antiga)  Capa Ruga   Botas Nanning
























































































































































































































Trago vestido mais um daqueles tesouros que se acham na Zara quando as distraídas já limparam tudo o que é seguro e igual. Mas não se vê (Ahahah).

A capa é Ruga. Veio da It’s About Passion.

Já estou mais calma, depois da polémica. Esta é uma das varandas que dão para a minha loja. Diria um amigo do marketing: “a fusão perfeita entre o local de trabalho e qualquer local que se possa desejar na cidade”.

Hoje não vou babar diante da paisagem, descansem. Saí à janela, não para fumar, mas para pensar num amigo mais velho que fez quase cinquenta há pouco e se saiu com um desabafo autocrítico bem-disposto – para aliviar a tensão da meia-idade.

Estávamos a falar. O telemóvel dele fez um ping. Sms. Diz ele, com um ar de drama:

“Olha, as minhas intimidades agora estão reduzidas a sms da MEO e do Continente. Se fossem espertos punham assistentes a mandar os olás e assinavam. Catarina, Rute, Amélia. E deixavam responder. Com a sorte que tenho tido saía-me um Adolfo. Ou uma Tânia Marisa!... (curta pausa) P*, venha a Tânia Marisa!”

Tânia, não duvides. Vale a pena. Vai em frente. Mas não lhe fales em dar descontos. Ele já não cai nessas. É tudo ao preço verdadeiro. Sem medo. Ele compra.


 

terça-feira, 14 de outubro de 2014

ESCÂNDALO DE BOA!






Eu não ia falar da Moda Lisboa porque fui lá para usufruir e não para trabalhar por conta de outrem, e às vezes quando começo a fruir muito passo-me e esqueço-me.


Também não fui lá para me escandalizar por conta de outrem.


Sim, estou a falar daquelas que dizem que ficaram (como dizer) eriçadas com o corpo em desfile da lindíssima, mulheríssima, cheiadepintíssima Jessica Athayde. Estou a falar com Elas - eles não são para aqui chamados (nem se meteram).


Em matéria de defesa das mulheres, não há uma só verdadeira feminista (reparem que eu não disse defesa dos direitos das mulheres; aí a discussão passava para um plano já fora da capacidade ou da escolaridade pura e simples da maior parte das que tiraram o avental para botarem a boca no trombone – para variar).


No fundo no fundo, e em sítios PEQUENOS como este, onde muitas mulheres são feitas à medida dessa PEQUENEZ e parece que vivem na eterna angústia da falta de espaço, o que cada uma quer é que as outras se enterrem e morram, de preferência por esta ordem!


Como qualquer amiga que começou a guiar sabe, não há nada pior do que um par de olhos pregados em nós depois de termos feito uma asneira, ou nem isso. Não são os olhos do c. do carro ao lado. São os olhos (e às vezes a boca) da c.ª ao lado do c. do carro ao lado, que tantas vezes nem sequer sabe guiar.


Vocês não têm o saber, a energia, e a verve (vão ao dicionário) da Joan Rivers no seu FASHION POLICE, portanto não vos chega rirem para terem graça. Eu sei, vão já dizer-me que a Joan morreu outro dia, o que por acaso nem sequer é garantia nenhuma de que vocês estejam mais vivas.


Estive lá, mas podia fechar os olhos e saber na mesma o que se passou.


Uma mulher bela, que não é modelo profissional mas tem um corpo que é capaz de entrar e sair do sonho de qualquer homem sem bater à porta, aceitou o desafio de desfilar tal como é – como várias outras têm feito ao longo dos anos.


E um bando de palradoras sem coragem de saltar para o tapete tentou deitá-la abaixo. Porque tem cara? Porque tem rabo? Porque tem pernas?


Como aqueles restaurantes japoneses ou coreanos que põem câmaras dentro dos WC sabem, na hora da verdade não somos assim tão diferentes.


Já não há pachorra para pegar no assunto da beleza das Modelos profissionais de muitas marcas (não todas, nem nada que se pareça): mulheres tantas vezes escolhidas com base em conceitos de cabideza (de cabide), mais do que beleza, a maior parte delas com medidas de volume e peso abaixo dos limites saudáveis, e por isso naturais. Muitas delas capazes de produzir mais nódoas negras do que prazer, depois de uma noite de amor.


Amor? – elas sabem lá o que é isso. Têm mais que fazer. Algumas delas não têm sequer volume corporal que lhes permita ter um nível hormonal decente para terem verdadeiro apetite sexual.

Não sabiam? Só nos faltava que as actrizes deixassem de ter uma beleza do mundo. Os filmes, as peças de teatro e as novelas eram todos na passerelle (algumas novelas já são).


As minhas amigas modelos nem sequer são do género cabide de pele e osso, e passam por miúdas normais. Mas conheço muitas modelos que nessa área, ou seja, na arte de serem miúdas normais, nem sequer são grande coisa: secas, amorfas, com ombros rijos que nem guiadores de bicicletas. E rabos, nem vê-los. Mostrem-me lá um homem que dispense um bom rabo. Eu disse um homem.


Mulheres, subam de nível. Avancem. Peito para a frente!