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sábado, 18 de outubro de 2014

JOANA BARRIOS: ÓCULOS PARA VER MAIS LONGE







Para começar, a Joana Barrios viveu três anos em Barcelona, que é uma coisa que todas as portuguesas deviam ser obrigadas a fazer, pelo menos uns seis meses, numa espécie de curso intensivo de arejamento e desbaratização – chamemos-lhe assim.

A Joana Barrios apresenta-se como uma entusiasta da moda e tem trabalhado como artista associada do Teatro Praga, um grupo que gosta de “trashar” as convenções do bom comportamento português.

Bem a propósito, a Joana tem um blogue que parece uma revista cheia de cor e vale bem a pena, chamado Trashédia, bastante pop na atenção a objectos e atitudes, e também com uma lente bem apontada aos assuntos do feminino. Mas vejam por vocês: Trashédia.

Mas o assunto aqui são os óculos que a Joana concebeu em colaboração com a Paulino Spectacles de Ramiro Paulino e da sua lançadíssima Óptica do Sacramento.

A Joana Barrios desenvolveu uma edição limitada de luxo, totalmente feita à mão em Portugal com acetatos dum carácter todo vintage e disponível em três cores diferentes. A série chama-se "Tirésias", e o modelo desenhado pela Joana (bem à vista no topo, em óculos de sol) resulta do seu desejo de finalmente ter no mercado “uns óculos suficientemente grandes”!

São óculos, são máscaras, são lentes de aumento da realidade?





Em grande, literalmente, Paulino Spectacles & Joana Barrios. Mexam-se vocês e vão ao Chiado ver. Não deixem que as bifas limpem a colecção completa!


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

O HUGO É BOSS





Já todos passámos por isto. Vamos na rua e somos abalroados por gente com a cara enfiada num coiso brilhante, tão enfiada que nem dispensam um segundo para aquele hábito antiquíssimo de dizer desculpe/perdão/perdoe, etc., olhando para a pessoa que foi perturbada pelo descuido. São 2 segundos!

Já nem exijo aquele demorado tempo de conversa e interacção social que é dizer: “peço imensa desculpa”.

Romances completos já começaram com este tipo de pequenas delicadezas.

A propósito de romance (e de internet e coisos com internet móvel), Hugh Grant deu mais uma daquelas entrevistas em que alguns jornalistas têm o privilégio de se sentarem diante do actor e entrar em diálogo, e mais duas centenas de outros têm o direito de gravar as suas perguntinhas em separado para depois colarem as respostas que lhes possam servir, das que o actor gravou previamente (são os tais “Exclusivos!”). 

Foi para lançar o seu último filme, uma rom-com chamada "The Rewrite" (com Marisa Tomei). O título refere-se obviamente à prática de reescrever guiões até estarem ao gosto da Produtora e/ou Realizador que se usa na indústria do cinema. Em Portugal o filme vai chamar-se qualquer coisa como "Lições de Romance"... ou "Final Inesperado", etc. Tentar adivinhar os nomes foleiros dos filmes que lá vêm por acaso é um jogo divertido.






Enfim. Diz o Hugo, no seu estilo muito bem polido, que a época mesmo antes do digital foi muito melhor. Que com a internet a capacidade de atenção que ele próprio tinha encolheu gravemente, “Eu, que dantes até lia romances”, diz, com uma modéstia tão catita que comove.

E sai-se com uma boa caricatura deste tempo de umbigos wireless, constantemente a emitirem as suas mais pequenas comichões emocionais:

"Já não sou capaz de chegar ao fim dum tweet sem me aborrecer."




terça-feira, 14 de outubro de 2014

ESCÂNDALO DE BOA!






Eu não ia falar da Moda Lisboa porque fui lá para usufruir e não para trabalhar por conta de outrem, e às vezes quando começo a fruir muito passo-me e esqueço-me.


Também não fui lá para me escandalizar por conta de outrem.


Sim, estou a falar daquelas que dizem que ficaram (como dizer) eriçadas com o corpo em desfile da lindíssima, mulheríssima, cheiadepintíssima Jessica Athayde. Estou a falar com Elas - eles não são para aqui chamados (nem se meteram).


Em matéria de defesa das mulheres, não há uma só verdadeira feminista (reparem que eu não disse defesa dos direitos das mulheres; aí a discussão passava para um plano já fora da capacidade ou da escolaridade pura e simples da maior parte das que tiraram o avental para botarem a boca no trombone – para variar).


No fundo no fundo, e em sítios PEQUENOS como este, onde muitas mulheres são feitas à medida dessa PEQUENEZ e parece que vivem na eterna angústia da falta de espaço, o que cada uma quer é que as outras se enterrem e morram, de preferência por esta ordem!


Como qualquer amiga que começou a guiar sabe, não há nada pior do que um par de olhos pregados em nós depois de termos feito uma asneira, ou nem isso. Não são os olhos do c. do carro ao lado. São os olhos (e às vezes a boca) da c.ª ao lado do c. do carro ao lado, que tantas vezes nem sequer sabe guiar.


Vocês não têm o saber, a energia, e a verve (vão ao dicionário) da Joan Rivers no seu FASHION POLICE, portanto não vos chega rirem para terem graça. Eu sei, vão já dizer-me que a Joan morreu outro dia, o que por acaso nem sequer é garantia nenhuma de que vocês estejam mais vivas.


Estive lá, mas podia fechar os olhos e saber na mesma o que se passou.


Uma mulher bela, que não é modelo profissional mas tem um corpo que é capaz de entrar e sair do sonho de qualquer homem sem bater à porta, aceitou o desafio de desfilar tal como é – como várias outras têm feito ao longo dos anos.


E um bando de palradoras sem coragem de saltar para o tapete tentou deitá-la abaixo. Porque tem cara? Porque tem rabo? Porque tem pernas?


Como aqueles restaurantes japoneses ou coreanos que põem câmaras dentro dos WC sabem, na hora da verdade não somos assim tão diferentes.


Já não há pachorra para pegar no assunto da beleza das Modelos profissionais de muitas marcas (não todas, nem nada que se pareça): mulheres tantas vezes escolhidas com base em conceitos de cabideza (de cabide), mais do que beleza, a maior parte delas com medidas de volume e peso abaixo dos limites saudáveis, e por isso naturais. Muitas delas capazes de produzir mais nódoas negras do que prazer, depois de uma noite de amor.


Amor? – elas sabem lá o que é isso. Têm mais que fazer. Algumas delas não têm sequer volume corporal que lhes permita ter um nível hormonal decente para terem verdadeiro apetite sexual.

Não sabiam? Só nos faltava que as actrizes deixassem de ter uma beleza do mundo. Os filmes, as peças de teatro e as novelas eram todos na passerelle (algumas novelas já são).


As minhas amigas modelos nem sequer são do género cabide de pele e osso, e passam por miúdas normais. Mas conheço muitas modelos que nessa área, ou seja, na arte de serem miúdas normais, nem sequer são grande coisa: secas, amorfas, com ombros rijos que nem guiadores de bicicletas. E rabos, nem vê-los. Mostrem-me lá um homem que dispense um bom rabo. Eu disse um homem.


Mulheres, subam de nível. Avancem. Peito para a frente!


sábado, 27 de setembro de 2014

ANTÓNIO FAGUNDES E A SUA TRIBO




Adoro teatro. Ali à frente estão os corpos dos actores. Parece que crescem. E apesar de ter trabalhado de perto com eles, como agente, acreditem que o bicho muda completamente quando salta para o palco (isto quando o bicho sabe o que está a fazer). De perto, podem ser bastante vulgares. No palco, às vezes, até metem medo. E fazem rir, mesmo que no dia-a-dia não tenham piada nenhuma.


António Fagundes acabou de subir pela primeira vez a um palco português com o filho Bruno Fagundes. Os dois integram o elenco da peça Tribos, cuja estreia, no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa, não vi, para escapar à maré das “caras conhecidas”. Levaram-me no dia a seguir, que é como ir ao banho mais pelas 18h, quando o magote já limpou a praia. 



Uma família em que os pais são artistas reconhecidos e os filhos artistas falhados, ninguém se respeita. Um filho surdo mais novo observa tudo de fora, e tenta entender a jaula de feras da sua família… Mais não digo. 

A parte especial foi o “bate-papo” no final:

“Cês desculpem, são só cinco minutinhos, pra gente trocar de roupa, e já voltamos para um bate-papo com vocês.”

Aquela mistura de calor pessoal e absoluta clareza profissional. Wow.



A namorada do super-actor, a atriz e apresentadora Alexandra Martins, que obviamente não estava em trabalho e veio ver o namorado, deu o exemplo. Posou para todas as fotos com um smile que dispensou qualquer flash, e respondeu a todas as perguntas, mesmo as mais banais, com a mesma compostura. Também deu o seu recado de saber viver, quando lhe perguntaram a razão de vir de propósito para a estreia:

“Apesar dos ensaios, dá sempre para aproveitar um bocadinho.” Hihihi. Aproveitar!

 Até domingo, no Tivoli. 




(Tribos, de Nina Raine, espectáculo encenado por Ulysses Cruz, com os actores António Fagundes, Bruno Fagundes, Eliete Cigarini, Guilherme Magon, Arieta Corrêa, Guilherme Magon e Maíra Dvorek.)


Jumpsuit +351
Colar Nanning
Mala Palla´s


Teatro Tivoli, Avenida da Liberdade 182-188, 1250-146 Lisboa
213 572 025 / Qua. a Sáb. 21h30 - Dom 17h