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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

SOS SMS ou SOS AMIGAS



Tenho um método muito simples para não ficar parada no momento de responder a uma “jogada” de que não estava à espera, sem deixar escapar um longo silêncio revelador, ou pior. Entre amigas temos um serviço especial, o SOS SMS. É infantil, mas é útil. Só tem duas regras: 
1) O problema tem de ser apresentado numa só frase, a seguir à sigla SOS. 
2) O Ele tem de ser conhecido de todas, pelo menos de muita conversa, para o conselho de emergência ser objectivo. 
O serviço é gratuito, ou seja, ninguém fica a dever favores, nem erros.

Em caso de beco sentimental sem saída, segue o SMS. Todas sabem que estejam onde estiverem, com quem estiverem, é preciso responder. A regra de bom senso é que é melhor não fazer nada antes de chegarem duas respostas.

Não fazer nada, aliás, é sempre o melhor a fazer neste tipo de cenários. Em primeiro lugar, este sistema é uma maneira pateta e prática de adiar gestos mal pensados.

Exemplo:

Ele diz que a minha teimosia em definir zonas de separação para a nossa vida diária e os nossos interesses e amizades não é nada saudável e não tem de ser assim. Que a vida dele é um livro aberto e ele não precisa de estar a definir nada. Que esta minha conversa só mostra medo do compromisso, ou vergonha de não parecer “moderna” ao pé das amigas.

            SMS:

SOS Ele está-me a dar a conversa do livro aberto e que não tem nada a esconder!

Respostas:

Patrícia – Violência doméstica!

Rita – Falou com a mãe ou com os amigos. Péssimo. Quer cortar connosco!

Mariana – Calma. Está com ciúmes. É parolo, mas ainda pode aprender.


Pronto. Assim foi mais fácil rir e tomar uma decisão mais informada, que já demorava. Fechei o livro!




sexta-feira, 26 de setembro de 2014

POSTALINHO LINDO #1


Vestido Haes  
Botas Coolway



























Uma semana de companhia. Uma semana inteira, completa! Aventuras simples e práticas, de trapinhos, comida e histórias pequenas da grande cidade. Mas o melhor foi a maravilhosa sensação de estar em companhia. Tantas e tantas janelas onde pode estar alguém que se cruza connosco… na nuvem! 


O AUDI TÊTÊ



A minha fila estava parada e a fila do lado estava barrada por um camião de umas obras. O fulano do lado aproveitou o meu arranque suave e elegante para atravessar-se na minha frente, sem pisca, sem olhar. O tipo atrás de mim passou-se. Buzinou até acordar a mãe.
Olhei para o tipo que se meteu, num Audi TT descapotável.
Semi-careca loirinho, pálas escuras, a falar para o lado. Ao lado dele via-se a ponta de outra cabecinha, com óculos a fazerem de bandolete. Loira. O mesmo tom. Vão ao mesmo salon e pedem o mesmo tom!
Adiante havia um semáforo a fechar e decidi: Vai ter de parar e já lhe digo qualquer coisa melhor do que refilar e buzinar:
“Pena esse carro ser feito para homens mais altos. Olhe esse braço. O cotovelo para fora à altura da cabeça. Os ombros não se vêem. Fica-lhe mal. O carro fica-lhe mal, está a ver? Ela nem sequer consegue ver para a frente. Usem umas almofadinhas.”
Mas não deu. Ele passou o semáforo já no vermelho descarado, obviamente com medo de ficar perto do tipo que vinha atrás de mim. Para esse nem olhei. Não partilho as minhas raivas com qualquer um.


terça-feira, 23 de setembro de 2014

A PROPÓSITO DE COMEÇAR



“Acho que estamos a começar qualquer coisa”, diz ele.
“Achas?”, digo eu. Olha-me a preguiça emocional da resposta. “Achas?” Dita com cara de sonsa era um sim. (Um sim fácil.) Mas dita com uma cara de total falta de surpresa era uma espécie de murro simpático. Isso. Como uma beijoca no meu punho fechado seguida de um murro bem feminino mesmo em cheio. Bracinho mole, mas em cheio. E como é que eu disse? Não sei. Não tenho a certeza.
Deve ter-me saído o murro porque ele ficou calado mais de um minuto. Depois lambeu o canto do lábio muito devagar, olhou para o copo (meio-vazio?) e perguntou: “Não queres mais gelo?”
Dependendo do tom a pergunta dele também podia ter picado. Mas eles trabalham pouco o tom e o tempo de dizer. E ficam pendurados.
“Sim, quero mais.”


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

GENTE QUE NÃO SE CONTENTA COM NADA



Há gente que não se contenta com nada. Parece que há cada vez mais gente que não se contenta com nada. Há tanta gente que não se contenta com nada que estamos cercados de parzinhos que não se contentam com nada. Mas quando dois que não se contentam com nada se juntam há um clique muito estranho e especial e os dois continuam a não se contentar com nada, mas contentam-se um com o outro. Depois têm aqueles momentos de contentamento um com o outro em que nem sequer precisam de dizer um ao outro o que não os contenta – como um filme de que toda a gente acabou de gostar, ou um jantar – e ficam só com aquela cara de meh. Aprendemos a ignorá-los, mesmo quando falam. Só fala um pelos dois. Ele ou ela. Quando ele fala, ela fica a mexer os dedinhos, com cara de que ele nunca a deixa falar. Quando ela fala, ele fica com cara de ser um tédio, mais uma vez, ouvi-la a dizer o que já se sabe, ou seja, o que ele pensa. Não foram feitos um para outro, mas vão-se fazendo.

sábado, 20 de setembro de 2014

EMBAIXADA DO BOM GOSTO









Neste momento passo boa parte do meu tempo a cuidar da loja Temporary Brand na Embaixada - Galeria Comercial Conceptual, que se apresenta como “espaço dedicado à gastronomia e produtos portugueses num palacete histórico e único do Príncipe Real”.


Este núcleo de lojas é um dos grandes responsáveis por tantas coisas boas terem começado a acontecer aqui nas redondezas. A pinta de fantasia árabe do edifício motiva bastante a procura de ofertas especiais um pouco por todas as lojas.


O Palácio foi transformado em Setembro de 2013, e o conceito inovador de retalho recebeu logo o Prémio Ideia do Ano TimeOut. Há lojas especializadas em moda, gastronomia, cultura e design portugueses. E há… eu!

O resultado é um ponto de encontro de pessoas e experiências, tradição e contemporaneidade, juntando a defesa do património ao que de mais recente Portugal tem para oferecer. Blabla.

A verdade é que o sítio é mesmo especial e está bem recheado. Veja-se só a lista de lojas presentes neste momento: 

Organii Bebé, O-da-Joana, Paez, Linkstore, Loja 4, It's Abut Passion, Latitid, Amélie au Théâtre, VLA Records, Restaurante Le Jardin, Urze, Temporary Brand, Organii Cosmética Biológica Boa Safra, Peacock e Shoes Closet.













O sítio é tão especial que há uns anos foi o cenário de uma série francesa inteira, Maison Close, que contava a história de um bordel francês no final do Século XIX. Venham ver a casa. As meninas já se foram, mas o encanto persiste.

O restaurante do pátio interior oferece concertos de Fado às terças e domingos. As áreas comuns estão disponíveis para expor trabalhos artísticos. 




Vestido, Capa e Botas Nanning


O estacionamento no jardim (Calçada da Patriarcal, 40) é grátis para clientes!


Embaixada
Praça do Príncipe Real, 26, Lisboa
Geral: 965 309 154 / Restaurante: 938 321 414

Compras: 12-20h
Restauração: 12 – 02h (Qui-Sáb) / 12 – 00h (Dom-Qua)