segunda-feira, 29 de setembro de 2014

SOS SMS ou SOS AMIGAS



Tenho um método muito simples para não ficar parada no momento de responder a uma “jogada” de que não estava à espera, sem deixar escapar um longo silêncio revelador, ou pior. Entre amigas temos um serviço especial, o SOS SMS. É infantil, mas é útil. Só tem duas regras: 
1) O problema tem de ser apresentado numa só frase, a seguir à sigla SOS. 
2) O Ele tem de ser conhecido de todas, pelo menos de muita conversa, para o conselho de emergência ser objectivo. 
O serviço é gratuito, ou seja, ninguém fica a dever favores, nem erros.

Em caso de beco sentimental sem saída, segue o SMS. Todas sabem que estejam onde estiverem, com quem estiverem, é preciso responder. A regra de bom senso é que é melhor não fazer nada antes de chegarem duas respostas.

Não fazer nada, aliás, é sempre o melhor a fazer neste tipo de cenários. Em primeiro lugar, este sistema é uma maneira pateta e prática de adiar gestos mal pensados.

Exemplo:

Ele diz que a minha teimosia em definir zonas de separação para a nossa vida diária e os nossos interesses e amizades não é nada saudável e não tem de ser assim. Que a vida dele é um livro aberto e ele não precisa de estar a definir nada. Que esta minha conversa só mostra medo do compromisso, ou vergonha de não parecer “moderna” ao pé das amigas.

            SMS:

SOS Ele está-me a dar a conversa do livro aberto e que não tem nada a esconder!

Respostas:

Patrícia – Violência doméstica!

Rita – Falou com a mãe ou com os amigos. Péssimo. Quer cortar connosco!

Mariana – Calma. Está com ciúmes. É parolo, mas ainda pode aprender.


Pronto. Assim foi mais fácil rir e tomar uma decisão mais informada, que já demorava. Fechei o livro!




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