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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

CONFEITARIA NACIONAL






A Mariana faz tudo bem feito. Não consigo metê-la em certos cafés do Chiado, onde o serviço parece emprestado a alguma cervejaria da esquina, apesar dos preços de quatro estrelas. Para falar com a Mariana, só a Confeitaria Nacional. Guardanapo no colinho, um chá, uma limonada e duas torradas.











Dois indianos para o querido, na sua caixa, para levar. Os indianos são fofos de pão-de-ló, com capa glacé, riscadinha e macia. Têm doce que chegue para acompanhar um café sem açúcar, ou dois. 

A Mariana faz tudo bem feito, mas desta vez tinha um problema! Nós dispensamos o conforto dela. Ela dispensa a nossa liberdade. Mas nos problemas entendemo-nos e estamos umas para as outras.

O problema era simples, afinal. O marido tem outra. Mas não é esse o problema. O problema é que é outra, mas não é a do costume. (Posso falar dele porque não o conheço, e Mariana é um nome de código, obviamente). 

Não argumento em relação a isto. No ambiente social da Mariana, uma “outra” ignora-se, que é outra maneira de dizer aceita-se. Duas é descuido.

Especialmente se a nova liga lá para casa, o que mostra uma estúpida falta de respeito pelas regras. Como resolver? 

Optámos pela abordagem “mandar a bronca para o lado dela”. Com uma ou duas frases casuais. 

“Ligou uma colega tua cá para casa, mas coitada não deu para perceber o que ela queria, nem se apresentou. Diz-lhe para não ligar quando não atendes no telemóvel. Tu nunca trazes o trabalho para casa.”







casaco Nanning
calças Nanning
camisa Nanning
colares Nanning
botas Nanning
mala Palla´s

Confeitaria Nacional
Praça da Figueira, 18 B  Lisboa
Horário: 8h - 20h

domingo, 19 de outubro de 2014

NO FÁBULAS CAFÉ







Ia dizer que neste artigo não é para escrever muito, porque as imagens falam alto. Mas não. As imagens falam baixinho, calmamente, mas com uma grande clareza sobre o ambiente absolutamente maravilhoso que se pode achar no Fábulas.

Fui com a minha amiga Joana. Fizemos o passeio vintage pelas fotografias com ícones da história do cinema, como as do cantinho dedicado a Louise Brooks, a super boneca dos anos mágicos, que disse: “Uma mulher bem vestida, mesmo que tenha a carteira dolorosamente vazia, pode conquistar o mundo” – o que não é uma frase tão optimista como os ingénuos podem pensar.

O lanche foi simples: dois chás, hortelã-pimenta e erva príncipe, uma tosta de frango e um crepe com uma bola de gelado de baunilha em cama de bolacha doce migada.








 

O Fábulas Café tem entrada pela Calçada de S. Francisco e pelas Galerias Pateo Garrett, esse canto escondido do burburinho da Baixa.




Ana
vestido Nanning
mala Maria Maleta
sapatos H&M (colecção antiga)
óculos Ray Ban

Joana
vestido vintage anos 60
sapatos Dysfuntional (colecção antiga)

Fábulas
Calçada Nova de S. Francisco, 14 Chiado - Lisboa
11h - 24h

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

POSTALINHO LINDO #5







Vestido Zara (Colecção antiga)  Capa Ruga   Botas Nanning
























































































































































































































Trago vestido mais um daqueles tesouros que se acham na Zara quando as distraídas já limparam tudo o que é seguro e igual. Mas não se vê (Ahahah).

A capa é Ruga. Veio da It’s About Passion.

Já estou mais calma, depois da polémica. Esta é uma das varandas que dão para a minha loja. Diria um amigo do marketing: “a fusão perfeita entre o local de trabalho e qualquer local que se possa desejar na cidade”.

Hoje não vou babar diante da paisagem, descansem. Saí à janela, não para fumar, mas para pensar num amigo mais velho que fez quase cinquenta há pouco e se saiu com um desabafo autocrítico bem-disposto – para aliviar a tensão da meia-idade.

Estávamos a falar. O telemóvel dele fez um ping. Sms. Diz ele, com um ar de drama:

“Olha, as minhas intimidades agora estão reduzidas a sms da MEO e do Continente. Se fossem espertos punham assistentes a mandar os olás e assinavam. Catarina, Rute, Amélia. E deixavam responder. Com a sorte que tenho tido saía-me um Adolfo. Ou uma Tânia Marisa!... (curta pausa) P*, venha a Tânia Marisa!”

Tânia, não duvides. Vale a pena. Vai em frente. Mas não lhe fales em dar descontos. Ele já não cai nessas. É tudo ao preço verdadeiro. Sem medo. Ele compra.